segunda-feira, 1 de março de 2010

Senóide de aprendizado


Aqui vai um texto típico de engenheiro: comparar a vida com uma curva matemática. Melhor ainda, explicar a vida com um gráfico. Para quem não sabe o que é uma senóide, esta imagem ilustra o suficiente!

É importante conhecer os nossos professores. No texto "interesse x amizade", presente neste blog, eu tento despertar a utilidade dos nossos contatos, do nosso networking. Afinal, as pessoas com quem convivemos nos influenciam muito, fazendo muitas vezes papel de professores. Aí que entra a análise deste texto: com quem aprendemos durante a vida?

Desde que nascemos, até os 5 anos de idade, acredito que aprendemos tudo com nossos pais. Em casa é que aprendemos as regras de como nos comportar. Eventualmente um irmão pode a ensinar a segurar um lápis, mas é pouco perto de todo conhecimento que a mãe e o pai transmitem. Dos 5 até os 12 anos, aprendemos na escola, com nossos professores e colegas. Novas brincadeiras, novas formas de se relacionar. No entanto, continuamos aprendendo em casa, pois o mundo externo ainda é muito estranho e esquisito.

Dos 12 até os 18 anos, aprendemos tudo com nossos amigos, e nada com os nossos pais. É a época rebelde, em que discordamos das idéias caseiras e confiamos nos amigos e somente neles. A personalidade começa a surgir, no meio de segredos e novas sensações, de liberdade, de poder. Aprender com os pais está fora de questão, mesmo porque os "limites" que eles tanto julgam necessários vão de encontro à vontade de explorar o mundo.

Mas, a partir dos 18, temos a necessidade de encarar a faculdade, a vida adulta. E os adultos mais próximos de nós, são os nossos pais. Então dos 18 até os 23, voltamos a aprender e tomar dicas dos nossos tão experientes criadores. E ao sair da faculdade, 24 a 30, temos formação, temos trabalho, temos independência financeira. Agora agimos como adultos e nossos pais são nossos amigos. Antes do casamento, temos mais que aprender com eles, sobre relacionamentos mais sérios, sobre o trabalho de cada dia, sobre casamento...

Trinta a trinta e cinco: os pais estão longe, o cônjuge perto, o trabalho árduo, a vida pesada. Os bons amigos ajudam a manter a saúde mental e "aguentar o tranco", e a vida dá mais algumas patadas finais, para te ensinar a jogar. E, em seguida, vem os novos professores: os filhos. Você busca ajuda com quem mais entende de filhos: seus pais. E dos 35 até os 50, eles permanecem como consultores em criação de filhos.

Dos 50 até o fim da curva: os pais, professores eternos, conselheiros incansáveis se cansam e nos tornam professores.

Pode existir uma variação de mais ou menos 5 anos para estas datas, mas acredito estar bem próximo do ideal. O título fala em senóide, pois o gráfico alterna entre pais e amigos, educação interna e externa. Quando falo pais, leia-se também família.

Saber quem é o professor no momento certo é saber aproveitar a aula. Quem sabe esse texto pode ajudar alguém!

Música: Pearl Jam - Sitting on the dock of the bay

A hora diária de cidadania

Se você tivesse que reservar uma hora de todos os seus dias para se dedicar à sociedade, à melhoria da qualidade de vida do povo do seu país, ao desenvolvimento de forma geral da sua nação, o que você faria? qual seria o ponto de partida?

Em muitas discussões sobre esse assunto, o qual está se tornando recorrente no meu blog, percebi que a grande maioria se concentra nas discussões políticas, na ineficácia e safadeza dos líderes do governo, da impunidade generalizada para com os que ferem a lei. Problemas como a falta de educação, a violência nas ruas e os impostos absurdos que não mostram retorno são normalmente apontados como os maiores problemas da nação e se conseguirmos, de alguma maneira, resolver esses problemas, sairíamos do patamar de terceiro mundo (ou em desenvolvimento) para país de primeiro mundo!

Você acredita nisso? Eu não. A solução do país não vai partir da vontade política, mas sim, da vontade privada. A economia privada tem, em suas mãos, o destino do país. No capitalismo em que vivemos, quem manda não é o governo, e sim o mercado, os acionistas, os milionários, donos de grandes empresas. Os políticos, ao meu ver, são meros fantoches da vontade econômica do mercado. A minha teoria dos cinco, já descrita no blog, faz parte dessa filosofia.

Comentem, quero argumentos, quero fatos, quero idéias. Quero provar que estou errado ou que estou certo. Quero descobrir como vou utilizar as minhas horas diárias de cidadania!

Musica: Sharon Jones & The Dap-Kings - This Land Is Your Land