segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Taking the Red Pill

O filme "The Matrix" é um dos meus preferidos, pois explora o conceito de realidade versus ficção, questionando se o que vivemos é real ou não passa apenas de um show de imagens e sensações criadas pelo cérebro. Questionar sobre a nossa vida é sempre saudável e uma das maneiras para isso é pensar "fora da caixa".

Pensar "fora da caixa" é enxergar o mundo de outra maneira, testar novas hipóteses, encontrar novas soluções. No mundo profissional, isso é quase uma regra para sobrevivência, ou seja, profissionais que são inovadores e criativos normalmente resolvem problemas complexos e desenvolvem soluções competitivas, levando a conquistar cargos de liderança.

Pois bem, querendo ou não, isso também é válido para o lado social. Ou seja, um pessoa que pensa de forma criativa e inovadora sobre a sua vida, tem uma capacidade maior de solução de problemas e, consequentemente, tem mais chances de ser feliz. Afinal, todo mundo tem problemas, mas quem tem menos é mais feliz. Agreed?

Talvez seja interessante então descobrir uma maneira de "pensar fora da caixa", buscar algum método que facilite esta tarefa. O meu método é: Agenda. Acredito que grande parte da população vive situações desconfortáveis e problemáticas simplesmente porque esquece de pensar na própria vida, esquece de fazer uma auto-avaliação.

Descobrir que o seu perfil não é adequado para o cargo no momento que está sendo demitido é um sinal de falta de reflexão. Terminar um namoro e realizar que estava realmente infeliz mas não percebeu, também é muito comum. Se arrepender de não ter saído com um grande amigo enquanto ele morava perto é outro sinal. Muitos dos arrependimentos que sentimos são resultado de uma falha na nossa organização mental, a falta de um "refresh" periódico.

Minha sugestão é utilizar uma agenda a seu favor. Analise a situação de cada ambiente, seja ele social, profissional, amoroso ou familiar, e estabeleça um prazo para reavaliações. Por exemplo, se estiver no início de um relacionamento amoroso, coloque lembretes mensais na sua agenda para refletir e apontar os prós e contras. Se passar de seis meses, mude para uma frequência trimestral. Se já tiver um ano de trabalho no mesmo cargo, um lembrete a cada quatro meses pode ser um bom começo. Uma vez por semestre, vale a pena ligar para os velhos amigos e pessoas que passaram pela sua vida e que foram importantes em algum momento.

Resumindo, não custa nada colocar alguns lembretes na sua agenda para você parar o que está fazendo e fazer uma reavaliação sobre a sua vida. Quem sabe você opta por tomar a pílula vermelha.


Música: Kylie Minogue - I should be so lucky

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Princípio da conservação de energia

Algum cientista conhecido, cujo nome no momento não me recordo, disse que "nada se cria, tudo se transforma". Acabei de olhar no google, foi Lavoisier. O princípio na verdade se chama "Princípio da conservação de massa". Eu vou estender aqui para energia.

Minha sugestão é seguir o que ele fala literalmente. Portanto, quando eu morrer, não quero choro nem vela, quero estar dentro de uma caldeira de incineração de lixo, que gere energia. Não que eu me considere um lixo, pois não me considero. Alias, nos próximos textos eu vou tentar mostrar minhas virtudes como ser humano. Mas depois de morto, servir como fonte de energia seria o papel mais nobre que eu poderia exercer.

Vou até arriscar alguns cálculos. Em 2009, a taxa de mortalidade do mundo foi de 8.37 por 1000 por ano. Isso quer dizer que, em um ano, a cada 1000 pessoas, 8,37 morreram. Fazendo uma regra de tres para a população de 2009, temos 6,8 bilhões de pessoas e um total de 56 milhões de mortes por ano.

Considerando que o corpo humano tem de 70-75% de água, teríamos na pior das hipoteses 20% de matéria orgânica, ou seja, combustível. Sendo o peso médio da população de 75,2kg, estamos falando de 15kg de combustível por pessoa. Ou seja, 842 mil toneladas de matéria orgânica por ano.

Uma caldeira de incineração de lixo comum tem um rendimento médio de 0,4 a 0,95 kWh/ton. Considerando a qualidade do combustível, podemos estimar que o rendimento seria de 0,6kWh / ton. Ou seja, 505.344 kWh por ano. Um kWh custa, em média, R$0,325.
Então uma caldeira de incineração de pessoas geraria aproximadamente R$165.000,00 por ano somente queimando pessoas. Pouco não?

Música: Scorpions - This is my song