sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Princípio da conservação de energia

Algum cientista conhecido, cujo nome no momento não me recordo, disse que "nada se cria, tudo se transforma". Acabei de olhar no google, foi Lavoisier. O princípio na verdade se chama "Princípio da conservação de massa". Eu vou estender aqui para energia.

Minha sugestão é seguir o que ele fala literalmente. Portanto, quando eu morrer, não quero choro nem vela, quero estar dentro de uma caldeira de incineração de lixo, que gere energia. Não que eu me considere um lixo, pois não me considero. Alias, nos próximos textos eu vou tentar mostrar minhas virtudes como ser humano. Mas depois de morto, servir como fonte de energia seria o papel mais nobre que eu poderia exercer.

Vou até arriscar alguns cálculos. Em 2009, a taxa de mortalidade do mundo foi de 8.37 por 1000 por ano. Isso quer dizer que, em um ano, a cada 1000 pessoas, 8,37 morreram. Fazendo uma regra de tres para a população de 2009, temos 6,8 bilhões de pessoas e um total de 56 milhões de mortes por ano.

Considerando que o corpo humano tem de 70-75% de água, teríamos na pior das hipoteses 20% de matéria orgânica, ou seja, combustível. Sendo o peso médio da população de 75,2kg, estamos falando de 15kg de combustível por pessoa. Ou seja, 842 mil toneladas de matéria orgânica por ano.

Uma caldeira de incineração de lixo comum tem um rendimento médio de 0,4 a 0,95 kWh/ton. Considerando a qualidade do combustível, podemos estimar que o rendimento seria de 0,6kWh / ton. Ou seja, 505.344 kWh por ano. Um kWh custa, em média, R$0,325.
Então uma caldeira de incineração de pessoas geraria aproximadamente R$165.000,00 por ano somente queimando pessoas. Pouco não?

Música: Scorpions - This is my song

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