Eu recebo em média tres emails por dia criticando o governo Lula ou o PT. Na forma de piadas, textos coloridos, apresentações de powerpoint, imagens e notícias de jornal, essas críticas demonstram a revolta e indignação que muitos eleitores sentem perante o governo e suas peripécias.
No entanto, é muito fácil explicar como o Lula chegou ao topo. De todas as causas, a mais evidente é a falta de informação e de educação da classe baixa, que representa grande parte do eleitorado, e que dessa maneira não pratica o famoso "voto consciente".
De acordo com o IBGE, 62,9% dos usuários de internet são jovens de 15 a 17 anos de idade, ou seja, sem formação suficiente para compreender ou mesmo se interessar por política. Pensando geograficamente, a maior parte dos usuários está nas regiões sudeste e centro-oeste, regiões que registraram menor porcentagem de votos para o PT/Lula nas eleições de 2002 e 2006 (www.tse.gov.br/internet/eleições/resultado_2002.htm).
Podemos concluir que usar a internet para mudar a opinião dos eleitores "lulísticos" não é estatisticamente eficaz. Sugiro aos eleitores revoltados que utilizem melhor o seu tempo e divulguem as informações pelos canais corretos, para tentar mudar a opinião das pessoas que votam no Lula e no PT. Um método para isso? Leiam o meu texto "Campanha do Jornal Velho", Julho de 2008.
Musica: Bushido - 11.September
quinta-feira, 27 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
McBrasília
O McDonald's está comemorando os 50 anos da cidade de Brasília, através de desenhos e curiosidades sobre a capital do país, impressos naquela toalha de papel que forra a bandeja. Esta comemoração, no entanto, me parece meio tendenciosa e vou explicar o porquê.
O Brasil enfrenta hoje um problema grave de corrupção. Escândalos políticos vêm à tona quase todos os dias e Brasília, por ser o centro político do país, está sempre relacionada com essas notícias. As obras de Niemeyer viraram o pano de fundo de uma plena desorganização administrativa.
Sabe-se que milhões de reais são gastos todo ano com passagens aéreas e hospedagem para políticos de outros estados acompanharem de perto as decisões do governo. Como diz na toalha da bandeja, o próprio Juscelino Kubitscheck viajou 365 vezes para Brasília durante a construção. Aposto que na terceira viagem ele viu que aquilo era uma péssima idéia.
Devemos levar em conta também o imenso investimento que foi feito para construir a cidade no meio do nada. Sempre será mais caro partir do zero do que adaptar uma cidade já construída, mesmo que essa não seja uma cidade "planejada", argumento muito utilizado para justificar o investimento na nova capital.
Cada vez que pagamos R$15,00 por uma promoção no McDonald's, sabemos que quase metade deste valor vai para o governo em forma de impostos. Impostos que são alvo de corrupção e gastos exorbitantes com transporte.
Acho que a rede McDonald's foi muito infeliz em escolher o tema de suas bandejas ou então isso faz parte de alguma campanha para melhorar a imagem da política do país.
Música: Chakuza feat. Bushido - Eure Kinder
O Brasil enfrenta hoje um problema grave de corrupção. Escândalos políticos vêm à tona quase todos os dias e Brasília, por ser o centro político do país, está sempre relacionada com essas notícias. As obras de Niemeyer viraram o pano de fundo de uma plena desorganização administrativa.
Sabe-se que milhões de reais são gastos todo ano com passagens aéreas e hospedagem para políticos de outros estados acompanharem de perto as decisões do governo. Como diz na toalha da bandeja, o próprio Juscelino Kubitscheck viajou 365 vezes para Brasília durante a construção. Aposto que na terceira viagem ele viu que aquilo era uma péssima idéia.
Devemos levar em conta também o imenso investimento que foi feito para construir a cidade no meio do nada. Sempre será mais caro partir do zero do que adaptar uma cidade já construída, mesmo que essa não seja uma cidade "planejada", argumento muito utilizado para justificar o investimento na nova capital.
Cada vez que pagamos R$15,00 por uma promoção no McDonald's, sabemos que quase metade deste valor vai para o governo em forma de impostos. Impostos que são alvo de corrupção e gastos exorbitantes com transporte.
Acho que a rede McDonald's foi muito infeliz em escolher o tema de suas bandejas ou então isso faz parte de alguma campanha para melhorar a imagem da política do país.
Música: Chakuza feat. Bushido - Eure Kinder
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Professores de rua
O Brasil precisa de mais professores. Não somente dentro de salas de aula em escolas ou universidades, mas também nas ruas, dentro de casa e até nos bares de esquina. Nesses últimos tres locais, o cargo não é remunerado, no entanto pode oferecer boas recompensas morais.
Temos que ensinar ao próximo o que sabemos, disseminar o conhecimento que temos. Por mais desinformada que seja uma pessoa, ela sempre terá algo para ensinar aos outros a sua volta e certamente esse conhecimento será útil para alguém. Além de úteis para a humanidade, professores "de rua" podem tomar gosto por ensinar e posteriormente se interessarem pela área de educação, a qual ainda é muito desvalorizada. Quem já foi professor ou ainda é, sabe o quão prazeroso é ensinar e ver que alguém aprendeu e cresceu intelectualmente com a sua ajuda.
Disseminar esse sentimento de "professor" vai promover essa atividade e torná-la mais atraente, primeiramente pelo ponto de vista moral e quem sabe um dia, pelo ponto de vista financeiro. Certamente para este último fator ocorrer, o governo vai precisar fazer algumas modificações, mas a nossa influência sobre o governo ainda não é suficiente para provocar mudanças. Portanto vamos focar nas nossas forças no nosso círculo de influências.
Disseminar conhecimento e espalhar cultura. Prioridade para as crianças e jovens. Quanto mais professores, mais alunos, maior a demanda por livros e maior o desenvolvimento intelectual. A iniciativa privada (nós) é a responsável pelo futuro do país!
Música: Michael Bublé - Everything
Temos que ensinar ao próximo o que sabemos, disseminar o conhecimento que temos. Por mais desinformada que seja uma pessoa, ela sempre terá algo para ensinar aos outros a sua volta e certamente esse conhecimento será útil para alguém. Além de úteis para a humanidade, professores "de rua" podem tomar gosto por ensinar e posteriormente se interessarem pela área de educação, a qual ainda é muito desvalorizada. Quem já foi professor ou ainda é, sabe o quão prazeroso é ensinar e ver que alguém aprendeu e cresceu intelectualmente com a sua ajuda.
Disseminar esse sentimento de "professor" vai promover essa atividade e torná-la mais atraente, primeiramente pelo ponto de vista moral e quem sabe um dia, pelo ponto de vista financeiro. Certamente para este último fator ocorrer, o governo vai precisar fazer algumas modificações, mas a nossa influência sobre o governo ainda não é suficiente para provocar mudanças. Portanto vamos focar nas nossas forças no nosso círculo de influências.
Disseminar conhecimento e espalhar cultura. Prioridade para as crianças e jovens. Quanto mais professores, mais alunos, maior a demanda por livros e maior o desenvolvimento intelectual. A iniciativa privada (nós) é a responsável pelo futuro do país!
Música: Michael Bublé - Everything
sábado, 1 de maio de 2010
Manual para suco de laranja
Há alguns dias eu passei por uma situação interessante enquanto estava jantando. Ao servir o suco de laranja para as pessoas presentes, notei que o líquido caía de uma maneira desordenada no copo, jogando respingos para fora do mesmo. Como isto já havia acontecido anteriormente, comecei a criticar os responsáveis pela fabricação da embalagem.
No entanto, uma pessoa presente resolveu olhar a embalagem com mais critério para saber se realmente existia uma falha de projeto. E nisso ela encontrou um pequeno texto com imagens descrevendo o "modo de servir", que indicava a posição correta para servir o suco evitando os respingos. Fiquei com a cara no chão? Não. Mas fiquei muito pensativo.
Acredito que a grande maioria das pessoas não costuma ler o manual de um produto. Normalmente os manuais são extensos e complexos, com muitas informações óbvias e as vezes até confusas. No entanto, para a correta utilização do produto, eles são necessários.
Mas nós sempre devemos ler os manuais? Acho que não. Acho que podemos usar os produtos do modo que acreditamos que funcionam. Ler requer tempo e muitas vezes é mais fácil sair experimentando e testando o produto do que procurar respostas no livrinho. Eu particularmente já tinha me acostumado com a idéia de ler o "guia rápido" que vem junto com equipamentos eletrônicos. Mas ler um manual para tomar um simples copo de suco de laranja já é demais!!
Música: Crystal Castles - 1991
No entanto, uma pessoa presente resolveu olhar a embalagem com mais critério para saber se realmente existia uma falha de projeto. E nisso ela encontrou um pequeno texto com imagens descrevendo o "modo de servir", que indicava a posição correta para servir o suco evitando os respingos. Fiquei com a cara no chão? Não. Mas fiquei muito pensativo.
Acredito que a grande maioria das pessoas não costuma ler o manual de um produto. Normalmente os manuais são extensos e complexos, com muitas informações óbvias e as vezes até confusas. No entanto, para a correta utilização do produto, eles são necessários.
Mas nós sempre devemos ler os manuais? Acho que não. Acho que podemos usar os produtos do modo que acreditamos que funcionam. Ler requer tempo e muitas vezes é mais fácil sair experimentando e testando o produto do que procurar respostas no livrinho. Eu particularmente já tinha me acostumado com a idéia de ler o "guia rápido" que vem junto com equipamentos eletrônicos. Mas ler um manual para tomar um simples copo de suco de laranja já é demais!!
Música: Crystal Castles - 1991
segunda-feira, 1 de março de 2010
Senóide de aprendizado
Desde que nascemos, até os 5 anos de idade, acredito que aprendemos tudo com nossos pais. Em casa é que aprendemos as regras de como nos comportar. Eventualmente um irmão pode a ensinar a segurar um lápis, mas é pouco perto de todo conhecimento que a mãe e o pai transmitem. Dos 5 até os 12 anos, aprendemos na escola, com nossos professores e colegas. Novas brincadeiras, novas formas de se relacionar. No entanto, continuamos aprendendo em casa, pois o mundo externo ainda é muito estranho e esquisito.
Dos 12 até os 18 anos, aprendemos tudo com nossos amigos, e nada com os nossos pais. É a época rebelde, em que discordamos das idéias caseiras e confiamos nos amigos e somente neles. A personalidade começa a surgir, no meio de segredos e novas sensações, de liberdade, de poder. Aprender com os pais está fora de questão, mesmo porque os "limites" que eles tanto julgam necessários vão de encontro à vontade de explorar o mundo.
Mas, a partir dos 18, temos a necessidade de encarar a faculdade, a vida adulta. E os adultos mais próximos de nós, são os nossos pais. Então dos 18 até os 23, voltamos a aprender e tomar dicas dos nossos tão experientes criadores. E ao sair da faculdade, 24 a 30, temos formação, temos trabalho, temos independência financeira. Agora agimos como adultos e nossos pais são nossos amigos. Antes do casamento, temos mais que aprender com eles, sobre relacionamentos mais sérios, sobre o trabalho de cada dia, sobre casamento...
Trinta a trinta e cinco: os pais estão longe, o cônjuge perto, o trabalho árduo, a vida pesada. Os bons amigos ajudam a manter a saúde mental e "aguentar o tranco", e a vida dá mais algumas patadas finais, para te ensinar a jogar. E, em seguida, vem os novos professores: os filhos. Você busca ajuda com quem mais entende de filhos: seus pais. E dos 35 até os 50, eles permanecem como consultores em criação de filhos.
Dos 50 até o fim da curva: os pais, professores eternos, conselheiros incansáveis se cansam e nos tornam professores.
Pode existir uma variação de mais ou menos 5 anos para estas datas, mas acredito estar bem próximo do ideal. O título fala em senóide, pois o gráfico alterna entre pais e amigos, educação interna e externa. Quando falo pais, leia-se também família.
Saber quem é o professor no momento certo é saber aproveitar a aula. Quem sabe esse texto pode ajudar alguém!
Música: Pearl Jam - Sitting on the dock of the bay
A hora diária de cidadania
Se você tivesse que reservar uma hora de todos os seus dias para se dedicar à sociedade, à melhoria da qualidade de vida do povo do seu país, ao desenvolvimento de forma geral da sua nação, o que você faria? qual seria o ponto de partida?
Em muitas discussões sobre esse assunto, o qual está se tornando recorrente no meu blog, percebi que a grande maioria se concentra nas discussões políticas, na ineficácia e safadeza dos líderes do governo, da impunidade generalizada para com os que ferem a lei. Problemas como a falta de educação, a violência nas ruas e os impostos absurdos que não mostram retorno são normalmente apontados como os maiores problemas da nação e se conseguirmos, de alguma maneira, resolver esses problemas, sairíamos do patamar de terceiro mundo (ou em desenvolvimento) para país de primeiro mundo!
Você acredita nisso? Eu não. A solução do país não vai partir da vontade política, mas sim, da vontade privada. A economia privada tem, em suas mãos, o destino do país. No capitalismo em que vivemos, quem manda não é o governo, e sim o mercado, os acionistas, os milionários, donos de grandes empresas. Os políticos, ao meu ver, são meros fantoches da vontade econômica do mercado. A minha teoria dos cinco, já descrita no blog, faz parte dessa filosofia.
Comentem, quero argumentos, quero fatos, quero idéias. Quero provar que estou errado ou que estou certo. Quero descobrir como vou utilizar as minhas horas diárias de cidadania!
Musica: Sharon Jones & The Dap-Kings - This Land Is Your Land
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Interesse X Amizade
Faça uma lista dos seus contatos. Uma lista que inclua seus colegas de trabalho, da escola ou faculdade e outros conhecidos. Sugiro usar o orkut, se tiver um.
Para cada amigo, tente identificar qual qualidade dele pode te ajudar muito num momento de desespero ou que possa te dar boas oportunidades. Por exemplo, se ele for um médico, pode salvar a sua vida; se ele for um empresário, pode te arranjar uma entrevista de emprego.
Isso pode parecer interesse de sua parte, mas é um interesse saudável. Seu amigo vai ficar feliz em saber que você reconhece uma qualidade dele, a qual eventualmente pode ajudar muito. E você fica mais tranquilo ao lembrar que alguém próximo de você tem a solução que procura.
Se não conseguir identificar nenhuma virtude em alguém que conheça, vale a pena convidar para colocar o papo em dia. Comece fazendo com os mais chegados e vá expandindo para os mais distantes. E nesse bate papo, procure mencionar a sua melhor qualidade, afinal, seu amigo pode ter lido esse post!
Música: John Mayer - Why Georgia
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Teoria dos 5
Existem cinco pessoas que governam o mundo. Utilizam meios sofisticados para controlar as pessoas, como economia, política e psicologia.
São cinco, pois um número maior iria gerar muita discórdia entre o grupo. Um número menor não teria criatividade, conhecimento ou inteligência para controlar o mundo.
Ninguém sabe quem são, pois os métodos de controle são indiretos, atuam no psicológico das pessoas, agem como grandes ilusionistas que somem e aparecem, sem explicação, com cartas de um baralho. A explicação existe, mas até que alguém revele o segredo, você acredita no que vê.
Fazendo um paralelo ao longa metragem Matrix, o grupo dos 5 são os criadores. Eles assistem o ser humano em infinitas telas e decidem o que, quando e onde. Nós, controlados, nos encarregamos de inventar o porquê.
Estou tentando provar essa teoria há algum tempo. Já falei para muitos, já discuti com alguns e ninguem, até agora, me provou estar errado. Você consegue?
Música: Q-IC & Lethal MG - 24
sábado, 9 de janeiro de 2010
Dê um livro de presente
Há alguns anos, em um natal não distante, uma campanha prosperou: "Todo natal, sempre CD. CD, sempre CD!". E de fato foi muito apelativa e parece que funcionou, pois muitos dos meus amigos deram ou receberam um CD de natal.
Eu sugiro, no próximo natal, fazer a mesma campanha, mas dessa vez com livros. O jingle eu vou ficar devendo, pois ainda não achei nada criativo. Mas a idéia é incentivar a venda de livros e com isso abaixar o preço médio do produto, que ainda é muito elevado.
Hoje é muito fácil achar, em qualquer shopping center, uma grande livraria. E estas estão cada vez mais completas e mais acessíveis. Recentemente eu encontrei grandes clássicos da literatura (se eu, que não sou um leitor assíduo, estou dizendo que são clássicos, então é bem provável que sejam...) em formato Pocket, por menos de R$10,00.
Também recomendo muito comprar por internet. Os grandes sites de comércio online estão fazendo ótimas promoções recentemente. Sebos online são uma opção, pois eles existem e são mais acesíveis ainda. E enquanto os ibooks não conquistam seu espaço, ficamos no papel.
A lógica é: Mais livros, mais leitores, melhor educação!
Música: Funk como le gusta - drive in
domingo, 3 de janeiro de 2010
Propondo soluções
Presenciei há alguns dias uma discussão sobre os problemas do Brasil, envolvendo política, economia e o comportamento da sociedade perante esses temas. A conversa se deu entre pessoas comuns, cada uma com o seu ponto de vista, fundamentados com argumentos científicos e fatos vividos.
Reclamar dos problemas do país é muito fácil, pois infelizmente os jornais expõe todos os dias notícias desanimadoras. No entanto, nós podemos escolher a nossa reação ao se deparar com essas notícias: lamentar os fatos e se revoltar contra o governo ou procurar uma maneira de melhorar a situação. Qual das duas você escolheria?
Eu recomendo que, assim que uma discussão polêmica começar, façamos um esforço para responder as seguintes perguntas:
1 - Qual o problema em questão?
2 - Quais as possíveis soluções para esse problema?
3 - Como podemos contribuir para essas soluções?
Se o problema for educação, proponha dar aulas para as crianças da sua comunidade sobre algum assunto que você domina e assim, disseminar conhecimento. Se o problema for política, procure reunir fatos relevantes e informações confiáveis sobre algum político e informe as pessoas ao seu redor sobre o mesmo, ajudando a conscientizar eleitores.
Esses são dois exemplos de ações que podemos tomar para evitar que discussões futuras sobre política sejam motivo de discórdia. Se for um sábado, não faz mal acabar em pizza!
Música: Jamie Cullum - Gran Torino
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